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Adoção responsável: 5 dicas para escolher um vira-lata

Mais do que escolher pela aparência, é preciso considerar a compatibilidade entre o animal e a vida que o futuro pode oferecer

 

Escolher um cachorro para adoção vai muito além da primeira impressão. Características que chamam atenção de imediato, como aparência, porte ou comportamento, nem sempre dizem o que é preciso saber sobre o animal. Apesar de ser o cão mais comum do Brasil, o vira-lata ainda está entre os menos escolhidos na hora da adoção.

 

Para a psicóloga Juliana Sato, especializada em vínculo humano-animal e luto pet, a primeira impressão pode influenciar a escolha, mas não revela necessariamente o temperamento, a história ou as necessidades de um cão. Um animal que não se aproxima pode estar assustado, enquanto outro que parece agitado pode apenas estar reagindo ao ambiente do abrigo.

 

“Antes de perguntar ‘qual cão eu quero?’, vale perguntar: que vida eu tenho para oferecer?”, afirma.

 

A especialista reuniu cinco dicas para quem pretende adotar um cão sem raça definida:

 

1. Não escolha apenas pela aparência

Filhotes, cães pequenos ou animais que chamam atenção imediatamente podem ser os primeiros a serem escolhidos. Mas a aparência não determina se aquele cão é compatível com a rotina do futuro responsável.

 

2. Considere a sua própria rotina

Antes da adoção, é importante avaliar quanto tempo, presença e disposição é possível oferecer. Uma pessoa que passa muitas horas fora de casa, por exemplo, precisa considerar se conseguirá atender às necessidades de um cão com muita energia ou que demande mais companhia.

 

3. Não tire conclusões no primeiro encontro

O comportamento observado no abrigo pode não revelar a personalidade do animal. Um cão retraído pode estar assustado, e um animal que não demonstra afeto imediatamente pode simplesmente precisar de tempo para confiar.

 

4. Dê tempo para o vínculo se construir

Cães que passaram por abandono ou maus-tratos podem levar dias ou meses para se sentir seguros. Rotina estável, paciência e respeito ao tempo do animal são fundamentais. O vínculo aparece quando a segurança é oferecida sem que uma resposta imediata seja cobrada.

 

5. Esteja preparado para um compromisso de longo prazo

Adotar significa assumir responsabilidades com a rotina, os cuidados e as despesas do animal, inclusive durante o envelhecimento e possíveis doenças. Também significa estar disposto a conhecer o cão real, e não apenas aquele que se imaginou encontrar.

 

A psicóloga lembra que a primeira impressão pode ser o começo de um encontro, mas não deveria definir sozinha quem terá uma chance. Para ela, quando a escolha considera a compatibilidade entre o animal e a vida que a pessoa pode oferecer, aumentam as possibilidades de construir uma relação duradoura e positiva para os dois. “Escolher pela aparência é escolher pela foto. Conviver é outra coisa”, resume Juliana.

Denise de Almeida
11997537360
denise@lilascomunicacao.com.br